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sábado, 21 de setembro de 2013

Lua...

 
Quando a lua apareceu,
ninguém sonhava mais do que eu...
Já era tarde,
mas a noite é uma criança distraída...
...
Depois que eu envelhecer,
ninguém precisa mais me dizer
como é estranho ser humano
nessas horas de partida...

É o fim da picada,
depois da estrada começa
uma grande avenida.

No fim da avenida,
existe uma chance, uma sorte,
uma nova saída.

Qual é a moral?
Qual vai ser o final
dessa história?
Eu não tenho nada pra dizer,
por isso eu digo.
Eu não tenho muito o que perder,
por isso jogo.
Eu não tenho hora pra morrer,
por isso sonho...

São coisas da vida...
E a gente se olha, e não sabe
se vai ou se fica...
(Rita Lee)

sábado, 29 de setembro de 2012

Amnésia


Trecho da apresentação do Óptica Sonora.
Música de Márcio Kadá.
Fotografias de Fernanda Russo.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Meu Sol

Sol de Primavera


Quando entrar setembro e a boa nova andar nos campos
Quero ver brotar o perdão onde a gente plantou juntos outra vez
Já sonhamos juntos semeando as canções no vento
Quero ver crescer nossa voz no que falta sonhar
Já choramos muito, muitos se perderam no caminho
Mesmo assim não custa inventar uma nova canção que venha nos trazer
Sol de primavera abre as janelas do meu peito
a lição sabemos de cor
só nos resta aprender...
(Beto Guedes)

sábado, 23 de julho de 2011

O seu olhar melhora o meu...

Fernanda Russo

O Seu Olhar

Arnaldo Antunes

Composição: Paulo Tatit / Arnaldo Antunes
O seu olhar lá fora
O seu olhar no céu
O seu olhar demora
O seu olhar no meu
O seu olhar seu olhar melhora
Melhora o meu
Onde a brasa mora
E devora o breu
Como a chuva molha
O que se escondeu
O seu olhar seu olhar melhora
Melhora o meu
O seu olhar agora
O seu olhar nasceu
O seu olhar me olha
O seu olhar é seu
O seu olhar seu olhar melhora
Melhora o meu

sexta-feira, 10 de junho de 2011

domingo, 24 de abril de 2011

Oswaldo Montenegro - Vamos celebrar



Eu gosto de andar pela rua
bater papo, de lua e de amigo engraçado
Eu gosto do estilo do Zorro
o visual lá do morro e de abraço apertado
Eu gosto mais de bicho com asa
mais de ficar em casa e mais de tênis usado
Eu gosto do volume, do perfume
do ciúme, do desvelo e do cabelo enrolado
Eu gosto de artistas diversos
de crianças de berço e do som do atchim
Eu gosto de trem fora do trilho
de andar com meu filho e da cor do marfim
Tem gente, muita gente que eu gosto
que eu quase aposto que não gosta de mim
Eu gosto é de cantar
Vamos celebrar, celebrar, celebrar... Vamos celebrar
Vamos celebrar, celebrar, celebrar... Vamos celebrar
Eu gosto de artista circense
de astista que pense e de artista voraz
Eu gosto de olhar pra frente
de amar pra sempre o que fica pra trás
Eu gosto de quem sempre acredita
a violência é maldita e já foi longe demais
Eu gosto do repique do atabaque
do alambique badulaque do cachimbo da paz
Eu gosto de inventar melodia
da palavra poesia e de palavra com til
Eu gosto é de beijo na boca
de cantora bem rouca e de morar no Brasil
Eu gosto assim do canto do povo
e de tudo que é novo e do que a gente já viu
Eu gosto é de cantar
Vamos celebrar, celebrar, celebrar... Vamos celebrar
Vamos celebrar, celebrar, celebrar... Vamos celebrar
Eu gosto de atores que choram ali por nós
e namoram ali por nós na TV
Eu gosto assim de quem é eterno
de quem é moderno e de quem não quer ser
Eu gosto de varar madrugada
de quem conta piada e não consegue entender
Eu gosto da risada gargalhada
da beleza recriada pra que eu possa rever
Eu gosto de quem quer dar ajuda
e acredita que muda o que não anda legal
Eu gosto de quem grita no morro
que a alegria é socorro e que miséria é fatal
Eu gosto do começo do avesso
do tropeço do bebum que dança no carnaval
Eu gosto é de cantar
Vamos celebrar, celebrar, celebrar... Vamos celebrar
Vamos celebrar, celebrar, celebrar... Vamos celebrar
Eu gosto é de ver coisa rara
a verdade na cara é do que gosto mais
Eu gosto porque assim vale a pena
a nossa vida é pequena e tá guardada em cristais
Eu gosto é que Deus cante em tudo
e que não fique mudo morto em mil catedrais
Eu gosto é de cantar
Vamos celebrar, celebrar, celebrar... Vamos celebrar
Vamos celebrar, celebrar, celebrar... Vamos celebrar
Fernanda Russo

sábado, 23 de abril de 2011

cálice

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue...
Como beber dessa bebida amarga;
Tragar a dor e engolir a labuta?
Mesmo calada a boca resta o peito.
Silêncio na cidade não se escuta.
De que me vale ser filho da santa?!
Melhor seria ser filho da outra;
Outra realidade menos morta;
Tanta mentira, tanta força bruta.
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue...
Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano.
Quero lançar um grito desumano,
Que é uma maneira de ser escutado.
Esse silêncio todo me atordoa...
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada, prá a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa.
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue...
De muito gorda a porca já não anda. (Cálice!)
De muito usada a faca já não corta.
Como é difícil, Pai, abrir a porta... (Cálice!)
Essa palavra presa na garganta...
Esse pileque homérico no mundo.
De que adianta ter boa vontade?
Mesmo calado o peito resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade.
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue...
Talvez o mundo não seja pequeno, (Cale-se!)
Nem seja a vida um fato consumado. (Cale-se!)
Quero inventar o meu próprio pecado. (Cale-se!)
Quero morrer do meu próprio veneno. (Pai! Cale-se!)
Quero perder de vez tua cabeça! (Cale-se!)
Minha cabeça perder teu juízo. (Cale-se!)
Quero cheirar fumaça de óleo diesel. (Cale-se!)
Me embriagar até que alguém me esqueça. (Cale-se!)
(Chico Buarque)

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Oswaldo Montenegro - Cigana

a voz da Tela


Voz
Mais leve que o tempo e mais
Que a bailarina pisando em cristais
Entre o orvalho e a manhã
Sóis dez mil picassos pintando a tela
A mãe da terra é a voz
Das paixões, dos heróis
Dos incêndios frios
Gás nossa palavra virou estrela
Brilho, espelho veloz
Da paixão que se prende à garganta
E canta e canta e vira
Voz dos homens que choram mais
Velha druída que cala e diz "paz"
Com olhos de cortesã
Faz de mil pedaços o amor inteiro
Prisioneiro e algoz
Nos porões, nas marés
Nos umbrais vazios
Traz a porta que abre o baú do tempo
Abre e zela por nós
Com a paixão que se prende à garganta
E canta e canta e vira voz

Todo Mundo é lobo por dentro "Petulante"

Oswaldo Montenegro - Sem Mandamentos

segunda-feira, 18 de abril de 2011

O céu

O céu vai tão longe está perto
o céu fica em cima do teto
o céu tem as quatro estações
escurece de noite, amanhece com o sol
O céu serve a todos
o céu ninguém pode pegar
o céu cobre a terra e a lua
entra dentro do quarto, rua do avião
Dentro do universo mora o céu
O céu pára-quedas e saltos
o céu vai do chão para o alto
o céu sem começo nem fim
para sempre serei seu fã
(Marisa Monte)
(Fotografia de Fernanda Russo)

domingo, 17 de abril de 2011

Bando Arteiros: Sol de Setembro

Bando Arteiros: Sol de Setembro: "brilha o amor que jorra o sol,luz da vida, nave-mãe,a barriga, o ventre, a flor... nascem rosas no jardim,verde íris, céu de cor,a visão, a ..."

sábado, 9 de abril de 2011

coisas da vida...

           (Fernanda Russo)


Quando a lua apareceu                                                            
Ninguém sonhava mais do que eu
Já era tarde
Mas a noite é uma criança distraída
Depois que eu envelhecer
Ninguém precisa mais me dizer
Como é estranho ser humano
Nessas horas de partida
É o fim da picada
Depois da estrada começa
Uma grande avenida
No fim da avenida
Existe uma chance, uma sorte
Uma nova saída
São coisas da vida
E a gente se olha, e não sabe
Se vai ou se fica
Qual é a moral?
Qual vai ser o final
Dessa história?
Eu não tenho nada pra dizer
Por isso eu digo
Que eu não tenho muito o que perder
Por isso jogo
Eu não tenho hora pra morrer
Por isso sonho
(Rita Lee)