sábado, 4 de fevereiro de 2012

Artista Plástico Silvio Russo na pinacoteca do Estado de São Paulo

Encontrei a página da Pinacoteca do Estado de São Paulo que tem a obra do meu pai, doada em 1975. Todas as doações passam pelo crivo do Conselho de Orientação Artística (COA), comitê interno da Pinacoteca, composto por especialistas em artes plásticas, que avalia a incorporação da obra ao acervo. Acessem http://www.pinacoteca.org.br/pinacoteca/default.aspx?mn=153&c=acervo&letra=S&cd=3304

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Qualquer um pode ser um “artista plástico” nos dias de hoje?

Está havendo um derramamento de artistas no mercado das artes.
O que será que vai acontecer? Onde esse pessoal vai parar? Novas galerias serão abertas para acomodar esses “artistas”? Pelo amor de Deus, NÃO!!! Já tem muita coisa ruim feito por artistas bem conceituados, imagine por aqueles não tão conceituados assim, e que se acham artistas.
Quem “julga” o que é bom ou ruim é o mercado e os colecionadores, mas podemos dar nosso “palpitezinho”.
Evidente que estão nascendo artistas notáveis com grande potencial, mas que tem muita baboseira sendo exposta, isso não tem dúvida.
O artista deve ter atitude, conhecimento e ser autêntico. Aliás, autenticidade é coisa que falta no mercado. Alguns grandes Artistas costumam dizer - estudem arte, tenham conhecimento do que fazem.
Arte é criatividade, pesquisa, estudo e suor e não só “inspiração”.
Patricia Kaufmann
Referência: http://artref.com.br/index.php/noticias/

sábado, 19 de novembro de 2011

Cópia e releitura.

Almoço na relva, de Manet, mostra duas mulheres (uma nua, outra em camisa) e dois homens vestidos num bosque, à beira de um riacho, desfrutando de um piquenique."

Édouard Manet: Almoço na relva, 1863.

 A diferença entre Releitura e cópia é a seguinte: na cópia você reproduz fielmente (ou pelo menos tenta) o quadro do artista. É isso que os falsificadores fazem. Neste caso você está apenas preocupado com o poder de observação e capacidade para copiar. Já a Releitura implica em produzir aquilo que se entendeu da obra, sem preocupações com semelhanças. É o sentimento se aliando à observação na produção de um trabalho.
 Os artistas não criam num vazio. Eles são constantemente estimulados por outros artistas e pelas tradições artísticas do passado.

 Veja Picasso, por exemplo:
 A respeito de seu espírito imensamente fértil e original, Picasso também procurou revigorar-se voltando aos mananciais da tradição. Assim, em fevereiro de 1960, retornou mais uma vez a um famoso quadro de Manet em busca de inspiração.
 A primeira pintura de Picasso sobre o mesmo tema é uma cópia razoavelmente direta da obra de Manet, pelo menos, no que diz respeito ao número e localização das figuras,
embora o estilo seja, é claro, acentuadamente diferente.

 Começou a reelaborar os detalhes, a modificar os elementos, por vezes remodelando até a composição toda. Em 1963, tinha produzido nada menos de 27 óleos e mais de 150 desenhos baseados no famoso original de Manet.


 A própria pintura de Manet causou sensação quando foi exposta em 1863, sendo considerada revolucionária. Mas, embora Manet tivesse pintado o quadro em seu próprio estilo, também ele fora buscar a idéia na tradição.
O Julgamento de Páris (1520) de Marcantonio Raimondi, que por sua vez a executou a partir de um original, hoje perdido, de Rafael (1483-1520).
O Julgamento de Páris (detalhe), 1520. Gravura de Marcantonio Raimondi 
 Este no entanto, como todo pintor renascentista, teria buscado inspiração na arte greco-romano, através das esculturas de um velho sarcófago romano.
O próprio Rafael, como outros grandes artistas, inspirou-se reconhecidamente na tradição, pois seus deuses fluviais são claramente sugeridos pelos fragmentos mutilados do relevo de um sarcófago que ele deve ter visto e estudado em Roma."
Detalhe de um sarcófago romano, século III d.C.
Maurício Villaça (grafiteiro) fez o Almoço na Relva, quadro de Manet, em que a moça nua contracena com o Fantasma, das historias em quadrinhos.