Saborear esse chocolate me fez relembrar o sabor da infância... muito bom!!!
Minha intenção é mostrar o meu trabalho e partilhar outros assuntos interessantes...
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Curiosidades de A fantástica fábrica de chocolate (1971)
Foi lançado originalmente nos cinemas americano pela Paramount Pictures. Entretanto todas as exibições posteriores do filme seja ela na TV, em vídeo ou nos próprios cinemas, foram realizadas pela Warner Bros.
O filme foi originalmente financiado pela Quaker Oats Company, que esperava para ligá-lo a uma nova barra de chocolate. Quando o filme foi lançado, a empresa começou a comercializar seu "Wonka" barras de chocolate. Infelizmente, um erro na fórmula fez com que as barras derretessem com muita facilidade, mesmo na prateleira, e elas foram retirados do mercado. A Quaker vendeu a marca para St. Louis com base Sunline, Inc. (que mais tarde se tornou parte da Nestlé via Rowntree). Sunline foi capaz de tornar a marca um sucesso, e com a marca de doces Wonka (a maioria sem chocolate) ainda está disponível nos EUA.
O longa foi um fracasso nas bilheterias, mas um dos filmes mais populares no home-vídeo nos anos de 1980. No Brasil é um clássico do "Cinema em casa" (a seção da tarde do SBT)
Roald Dahl escreveu um esboço para uma futura adaptação de seu livro para o cinema, mas David Seltzer reescreveu o roteiro para o filme de Mel Stuart. Dahl odiou o tratamento, que negou não apenas a venda dos direitos da sequencia Charlie and the Great Glass Elevator (Charlie e o Grande Elevador de Vidro), mas para qualquer outra adaptação. A adaptação de 2005 só foi possível após sua morte, autorizado por sua viuva.
A seqüência dos créditos de abertura foi filmada em uma fábrica de chocolate real (a Tobler) na Suíça
A cena em que Augustus Gloop foi entrevistado por ser o primeiro a encontrar o Bilhete Dourado foi filmado em um restaurante alemão de verdade. A maioria dos membros do elenco foi lá para almoçar durante o período que o filme estava sendo feito.
No filme Veruca é "descartada" por ser um ovo ruim, no livro ela é considerada uma noz ruim.
Muitos dos objetos e plantas do filme eram mesmo comestíveis, inclusive os pirulitos gigantes. Já a flor-xícara que Wonka saboreia após beber seu conteúdo era de cera.Gene Wilder, mastugou pedaços de cena até o fim do take.
A maioria das barras de chocolate eram feitas de madeira.
Este é o único filme em que Peter Ostrum, intérprete de Charlie Bucket, atuou. Quando cresceu ele tornou-se veterinário. De todas as crianças deste longa a única que continuou atuando foi Julie Dawn Cole, a Veruca Salt.
Joel Grey foi a primeira escolha para o papel de Willy Wonka, mas não foi considerado fisicamente imponente o suficiente. O papel foi, então, oferecido a Ron Moody, que recusou. Escolha original de Roald Dahl para interpretar Willy Wonka foi Spike Milligan. Jon Pertwee teve que rejeitar o papel porque ele estava com a agenda apertada em Doctor Who na época. Todos os seis membros do Monty Python (Graham Chapman, John Cleese, Eric Idle, Terry Gilliam, Terry Jones e Michael Palin) tinha manifestado grande interesse em desempenhar o papel, mas eles não eram considerados nomes grandes o suficiente para uma audiência internacional.
Depois de ler o roteiro, Gene Wilder disse que iria fazer o filme sob uma condição: que ele seria permitido fazer uma cambalhota na cena quando ele encontra pela primeira vez as crianças. Quando perguntado por que, Gene Wilder respondeu que, ver Willy Wonka começar mancando e acabar dando cambalhotas iria definir o tom para o personagem. Ele queria retratá-lo como alguém cujas ações eram completamente imprevisíveis.
Este filme foi rodado em Munique, na Alemanha, mas os produtores tiveram que sair da Alemanha para recrutar mais Oompa Loompas.
Muitas das pessoas elenco como Oompa Loompas não falavam, por isso que alguns parecem não saber a letra das músicas durante os números musicais.
Denise Nickerson (Violet Beauregard) e Julie Dawn Cole (Veruca Salt) tinham uma queda por Peter Ostrum (Charlie Bucket) na época das filmagens. As meninas alternavam os dias para passar tempo com o protgaonista. No dia em que não ficavam com ele, gastavam tempo com Bob Roe (um dos colegas de classe de Charlie), por quem também tinham uma queda. Crianças!
Julie Dawn Cole (Veruca Salt) odiava chocolate.
Julie Dawn Cole guardou vários objetos do filme (mesmo não sendo permitido). Entre eles, o bilhete dourado, e o chiclete que durava para sempre.
A cena da "partida" de Veruca foi filmada no dia de aniversário da atriz. Julie Dawn Cole completava 13 anos.
A reação das crianças ao verem a sala cachoeira de chocolate foi real, era a primeira vez que viam o cenário.
As abelhas que foram usadas na máquina de goma eram na verdade vespas. Paris Themmen (o Mike Tevee), um encrenqueiro notório no set, aparentemente, deixou as sair de sua redoma e foi picado no rosto.
Peter Ostrum estava entrando na puberdade durante o filme. Sua voz é alta durante o dueto de "I have a Golden Ticket", e é muito mais grave no final do filme.
A música que Wonka canta no barco "There's no earthly way of knowing... " é a única retirada do livro. As outras fora escritas especificamente para o filme.
A maioria das barras de chocolate eram feitas de madeira.
A imagem realizada pelo apresentador do Paraguai anunciando o localizador último do bilhete dourado é do capanga nazista Martin Bormann.
Ernst Ziegler, que interpretou vovô George, estava quase cego, e assim foi orientado a olhar para uma luz vermelha para guiá-lo quando seu personagem devia olhar em uma certa direção.
O rosto do túnel psicodélico no filme é o de Walon Green, amigo do diretor Mel Stuart e roteirista de The Wild Bunch. De acordo com as memórias de Stuart, Green é a única pessoa que concordaria em deixar uma centopéia rastejar sobre o seu rosto por causa de um filme infantil.
O código musical para entrar no salão da cachoeira, é a introdução de "Marriage of Figaro" sw Mozart

Augustus Gloop é de Dusselheim, Alemanha, Violet Beauregarde é de Miles City, Montana, e Teevee Mike é de Marble Falls, Arizona. Dessas cidades, a única que não é ficcional é Miles City, Montana. As cidades natais Charlie Bucket e Veruca Salt não são mencionados ao longo do filme.
A razão para todos os objetos no escritório de Wonka serem cortados ao meio, é que seria chato assistir a um escritório comum após tantos cenários criativos no filme.
O longa foi indicado ao Oscar de Melhor Trilha Sonora Original, e ao Globo de Ouro de Melhor Ator em Comédia ou Musical para Gene Wilder.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Filme: Modigliani – Paixão Pela Vida
Modigliani, 2004
- Gênero:
- Drama
- Duração:
- 128min
- Origem:
- EUA
- Estúdio:
- Universal Pictures
- Direção:
- Mick Davis
- Roteiro:
- Mick Davis
- Produção:
- Philippe Martinez, Stéphanie Martinez
Biografia do apaixonante artista Amedeo Modigliani. Ele revolucionou o mundo das artes como um cometa, dançando sobre as mesas, embriagado de paixão pela vida. Inspirado pelo amor e consumido pela obsessão, é o famoso pintor Modigliani (Andy Garcia), um gênio criativo que viveu e absorveu a charmosa Paris do início do século XX com uma atração incontrolável pela beleza. O filme mostra o último ano de sua vida, às voltas com as drogas e as paixões. Faz menção aos diversos dramas que o artista viveu de forma bem dosada, quando fala de Modigliani como pai, artista, marido, homem e amigo. Colega de Picasso (Omid Djalili), amante de Jeanne Hébuterne (Elsa Zylberstein), filho de judeus, Amedeo Modigliani foi um artista ímpar e o filme sobre sua vida também não deixa de ser. Realmente uma ótima escolha para quem é um apreciador da arte.
Elenco
- Andy Garcia
(Amedeo Modigliani)
- Elsa Zylberstein (Jeanne Hébuterne)
- Hyppolyte Girardot (Utrillo)
- Omid Djalili (Pablo Picasso)
- Eva Herzigova (Olga Picasso)
- Miriam Margolyes
(Gertrude Stein)
Sou apaixonada por esse filme!!!
Jean-Michel Basquiat - Pintor afro-americano.
22/12/1960 - Nova York, Estados Unidos
12/08/1988 - Nova York, Estados Unidos
12/08/1988 - Nova York, Estados Unidos
No "primitivismo intelectualizado" de Basquiat vida e obra se confundem |
O jovem pintor afro-americano era filho de Gerard Jean-Baptiste Basquiat, ex-ministro do interior do Haiti que se tornou proprietário de grande escritório de contabilidade ao imigrar para os Estados Unidos e de Mathilde Andrada, de origem portorriquenha. Era o primeiro, dos três filhos do casal, de classe média alta.
O menino Jean-Michel, como toda criança, aos três anos já desenhava caricaturas e reproduzia personagens dos desenhos animados da televisão. Mas seu gosto pela arte se tornou coisa séria e um dos seus programas favoritas era, já aos seis anos, freqüentar o MOMA, Museu de Arte Moderna, de onde tinha carteira de sócio-mirim.
Uma tragédia o colocou ainda mais próximo da arte, quando aos sete anos foi atropelado e no acidente teve o baço dilacerado. Foi submetido a uma cirurgia e ficou uma temporada no hospital. Sua mãe, então lhe deu de presente um livro de anatomia, Gray's Anatomy, que teria grande influência em seu futuro de artista, revelado pelas pinturas de corpos humanos e detalhes de anatomia e até no nome da banda musical de curta duração que fundou em 1979: Gray's, que assumia as influências dos ventos latinos, vindos do Caribe e Porto Rico, que sopravam sobre a cena artística de Nova York, como o hip hop, o break e o rap.
Com o divórcio dos pais, muda com o pai e as irmãs para Porto Rico e lá vivem de 1974 a 1976. Basquiat toma contato com suas origens latinas. Aos 17 anos está de volta a Nova York e não consegue se adaptar às escolas convencionais. Passa a freqüentar a Edward R. Murrow High School mas a abandona praticamente no final do curso, sai de casa, vai morar com amigos, e passa a pintar camisetas que ele mesmo vende nas ruas.
Com o artista gráfico Al Diaz cria a SAMO (same old shit - mesma velha merda), marca e assinatura que usava para espalhar as suas obras pelas paredes da cidade. Passa a viver nas ruas e a grafitar paredes, portas de casas e metrôs de Nova York.
Aos poucos torna-se uma celebridade, começa a aparecer num programa da TV a cabo e é convidado a participar do filme Downtown 81, investindo o dinheiro que ganhou em materiais de pintura. O filme relata um dia na vida do jovem artista à procura da sobrevivência e mistura hip hop, new wave e graffiti, manifestações artísticas típicas do início da década de 80.
Começa a pintar telas que passam a ser adquiridas e comercializadas por marchands de Zurique, Nova York, Tóquio e Los Angeles, ávidos por novidades. De artista que vivia precariamente passa a ser um artista consumido e recebido nos salões mais chiques e exclusivos de Nova York.
A arte de Basquiat, chamada de "primitivismo intelectualizado", uma tendência neo-expressionista, retrata personagens esqueléticos, rostos apavorados, rostos mascarados, carros, edifícios, policiais, ícones negros da música e do boxe, cenas da vida urbana, além de colagens, junto a pinceladas nervosas, rabiscos, escritas indecifráveis, sempre em cores fortes e em telas grandes. Quase sempre o elemento negro está retratado, em meio ao caos. Há também uma dessacralização de ícones da história da arte, como a sua Mona Lisa (acrílico e óleo sobre tela) que é uma figura monstruosa riscada no suporte.
O período mais criativo da curta vida e da carreira meteórica de Basquiat situa-se entre 1982-1985, e coincide com a amizade com Warhol, época em que faz colagens e quadros com mensagens escritas, que lembram o graffiti do início e que remetem às suas raízes africanas. É também o período em que começa a participar de grandes exposições.
Em 1982, com a mostra Anatomy, foi o mais jovem artista da famosa exposição Dokumenta, de Kessel. E, em 1983, o mais jovem artista da Bienal do Whitney Museum, de Nova York. Daí em diante, participa de centenas de exposições e passa a ter trabalhos espalhados por vários dos museus mais importantes do mundo, como: Osaka City Museum of Modern Art, Japão; Chicago Art Institute, Illinois, Estados Unidos; Everson Museum of Art, Syracuse, Nova York, Estados Unidos; Solomon R. Guggenheim Museum, Nova York, Estados Unidos; Kestner-Gesellschaft, Hannover, Alemanha; Museum Boymans-van Beuningen, Roterdã, Holanda; Museum of Contemporary Art, Chicago, Estados Unidos; Museum of Contemporary Art, Los Angeles, Estados Unidos; Museum of Modern Art, Nova York, Estados Unidos; Museum of Fine Arts, Montreal, Canadá; Whitney Museum of American Art, Nova York, Estados Unidos.
A morte do amigo e protetor Andy Warhol, em 1987, deixa Basquiat abalado e debilitado e isso se reflete na sua criação. Os críticos, sempre muito exigentes, já não o tratam com unanimidade e Basquiat responde a essas cobranças, associando-a ao racismo arraigado da sociedade americana.
Solitário, exagera no consumo de drogas e em agosto de 1988 acontece a trágica morte por overdose de heroína, que põe fim à carreira brilhante do primeiro afro-americano a ter acesso à fechada cena das artes plásticas novaiorquinas e, a partir daí, presença nas mais importantes mostras do mundo, entre elas, uma sala especial, em 1996, na 23ª Bienal de São Paulo, e em 1998, uma retrospectiva na Pinacoteca do Estado de São Paulo.
O menino Jean-Michel, como toda criança, aos três anos já desenhava caricaturas e reproduzia personagens dos desenhos animados da televisão. Mas seu gosto pela arte se tornou coisa séria e um dos seus programas favoritas era, já aos seis anos, freqüentar o MOMA, Museu de Arte Moderna, de onde tinha carteira de sócio-mirim.
Uma tragédia o colocou ainda mais próximo da arte, quando aos sete anos foi atropelado e no acidente teve o baço dilacerado. Foi submetido a uma cirurgia e ficou uma temporada no hospital. Sua mãe, então lhe deu de presente um livro de anatomia, Gray's Anatomy, que teria grande influência em seu futuro de artista, revelado pelas pinturas de corpos humanos e detalhes de anatomia e até no nome da banda musical de curta duração que fundou em 1979: Gray's, que assumia as influências dos ventos latinos, vindos do Caribe e Porto Rico, que sopravam sobre a cena artística de Nova York, como o hip hop, o break e o rap.
Com o divórcio dos pais, muda com o pai e as irmãs para Porto Rico e lá vivem de 1974 a 1976. Basquiat toma contato com suas origens latinas. Aos 17 anos está de volta a Nova York e não consegue se adaptar às escolas convencionais. Passa a freqüentar a Edward R. Murrow High School mas a abandona praticamente no final do curso, sai de casa, vai morar com amigos, e passa a pintar camisetas que ele mesmo vende nas ruas.
Com o artista gráfico Al Diaz cria a SAMO (same old shit - mesma velha merda), marca e assinatura que usava para espalhar as suas obras pelas paredes da cidade. Passa a viver nas ruas e a grafitar paredes, portas de casas e metrôs de Nova York.
Aos poucos torna-se uma celebridade, começa a aparecer num programa da TV a cabo e é convidado a participar do filme Downtown 81, investindo o dinheiro que ganhou em materiais de pintura. O filme relata um dia na vida do jovem artista à procura da sobrevivência e mistura hip hop, new wave e graffiti, manifestações artísticas típicas do início da década de 80.
Mudança de rumo
Com a fama adquirida passa a ter dinheiro, torna-se artista internacional de vanguarda e amigo de pessoas influentes, conhecendo e convivendo com Andy Warhol, com quem compartilhou forte amizade. Warhol proporcionou a ele lugar para morar, materiais para trabalhar, além de ajudar a divulgar o seu trabalho e patrocinar algumas excentricidades, típicas de endinheirados. Nessa época Basquiat abandonou a arte de rua e o graffiti e decreta nas paredes: "SAMO morreu".Começa a pintar telas que passam a ser adquiridas e comercializadas por marchands de Zurique, Nova York, Tóquio e Los Angeles, ávidos por novidades. De artista que vivia precariamente passa a ser um artista consumido e recebido nos salões mais chiques e exclusivos de Nova York.
A arte de Basquiat, chamada de "primitivismo intelectualizado", uma tendência neo-expressionista, retrata personagens esqueléticos, rostos apavorados, rostos mascarados, carros, edifícios, policiais, ícones negros da música e do boxe, cenas da vida urbana, além de colagens, junto a pinceladas nervosas, rabiscos, escritas indecifráveis, sempre em cores fortes e em telas grandes. Quase sempre o elemento negro está retratado, em meio ao caos. Há também uma dessacralização de ícones da história da arte, como a sua Mona Lisa (acrílico e óleo sobre tela) que é uma figura monstruosa riscada no suporte.
O período mais criativo da curta vida e da carreira meteórica de Basquiat situa-se entre 1982-1985, e coincide com a amizade com Warhol, época em que faz colagens e quadros com mensagens escritas, que lembram o graffiti do início e que remetem às suas raízes africanas. É também o período em que começa a participar de grandes exposições.
Em 1982, com a mostra Anatomy, foi o mais jovem artista da famosa exposição Dokumenta, de Kessel. E, em 1983, o mais jovem artista da Bienal do Whitney Museum, de Nova York. Daí em diante, participa de centenas de exposições e passa a ter trabalhos espalhados por vários dos museus mais importantes do mundo, como: Osaka City Museum of Modern Art, Japão; Chicago Art Institute, Illinois, Estados Unidos; Everson Museum of Art, Syracuse, Nova York, Estados Unidos; Solomon R. Guggenheim Museum, Nova York, Estados Unidos; Kestner-Gesellschaft, Hannover, Alemanha; Museum Boymans-van Beuningen, Roterdã, Holanda; Museum of Contemporary Art, Chicago, Estados Unidos; Museum of Contemporary Art, Los Angeles, Estados Unidos; Museum of Modern Art, Nova York, Estados Unidos; Museum of Fine Arts, Montreal, Canadá; Whitney Museum of American Art, Nova York, Estados Unidos.
A morte do amigo e protetor Andy Warhol, em 1987, deixa Basquiat abalado e debilitado e isso se reflete na sua criação. Os críticos, sempre muito exigentes, já não o tratam com unanimidade e Basquiat responde a essas cobranças, associando-a ao racismo arraigado da sociedade americana.
Solitário, exagera no consumo de drogas e em agosto de 1988 acontece a trágica morte por overdose de heroína, que põe fim à carreira brilhante do primeiro afro-americano a ter acesso à fechada cena das artes plásticas novaiorquinas e, a partir daí, presença nas mais importantes mostras do mundo, entre elas, uma sala especial, em 1996, na 23ª Bienal de São Paulo, e em 1998, uma retrospectiva na Pinacoteca do Estado de São Paulo.
Conheça mais
Basquiat (1996), filme inspirado na vida do artista, dirigido por Julian Schnabel, com Jeffrey Wright como Basquiat e David Bowie como Andy Wahrol. (AAR)



quinta-feira, 22 de março de 2012
O Hospício Particular de Oswaldo Montenegro
Com diagnóstico de retardo mental - dado por oito psicólogos -, o artista cria um apartamento surreal para não enlouquecer de verdade.
Eliane LobatoPINCEL E VIOLÃO
Oswaldo Montenegro em seu apartamento no Leblon: levou seis anos para pintar, mas o tédio continua
Entrar no apartamento do cantor e compositor Oswaldo Montenegro, no Leblon, na zona sul do Rio de Janeiro, é como cair dentro de um quadro expressionista abstrato. Tintas coloridas parecem deslizar pelas paredes, pelo teto e chão, pelos móveis e até eletrodomésticos. “Pinto cantando, dançando, gritando, pulando”, diz o artista, que levou quase seis anos para gotejar todo o ambiente de cores. Por que fez isso? “Porque gosto do caos. Porque isso significa o desquite da realidade, da qual tenho pânico. Porque a vida fora da arte fica insuportável. E é minha única chance de não ir para o hospício.” Foi degustando uma taça de vinho e fumando uma cigarrilha que Oswaldo Montenegro mostrou seu curioso apartamento à ISTOÉ – com cadeiras, mesa, micro-ondas, violão, geladeira, cortinas, relógios, espelhos, etc. lanhados por tinta acrílica – e falou, com muita naturalidade, que não bate bem da cabeça. “Na verdade, eu sou retardado mental. Esse veredicto foi dado por uma junta de oito psicólogos. Sou considerado incapaz para algumas coisas e superdotado para outras, mas não tenho a camada intermediária. Não conheço o aprendizado.”
“Sou retardado mental. Sou considerado incapaz para algumas coisas e superdotado para outras”Oswaldo Montenegro, cantor e compositor
O diagnóstico, que a maioria das pessoas faria o possível para esconder, veio há muitos anos, ao tentar tirar uma carteira de motorista – o que jamais aconteceria. Autodidata na música, ele aprendeu a tocar diversos instrumentos sozinho, mas não consegue executar os procedimentos básicos de um computador. Mantém blog, Twitter e páginas em sites de relacionamento, porém escreve tudo à mão e a ex-mulher, a flautista Madalena Salles, é quem passa o material para a internet. Com 38 CDs gravados, 15 peças musicais e mais de 40 trilhas sonoras para tevê, cinema e balé, o cantor tem uma respeitável média anual de público de 300 mil pessoas. É amado e odiado: “Essa é a glória do artista. A crítica, porém, tem sido muito generosa comigo de três anos para cá. Venho até ganhando prêmios”. De fato, seu musical “Filhos do Brasil” foi contemplado este ano com as estatuetas de melhor espetáculo, direção, iluminação e trilha sonora no XVI Festival de Teatro do Rio. Carioca, 53 anos, ele mantém a mesma cabeleira farta e longa – hoje, bastante grisalha – de quando estourou com a música “Bandolins”, há exatas três décadas, ao ganhar o Festival de MPB da extinta TV Tupi e, ato contínuo, também vencer o Festival MPB Shell, da Rede Globo, com “Agonia”. Essas músicas, somadas a “Léo e Bia”, “Lua e Flor” e “Intuição”, são alguns de seus clássicos. Para comemorar os 30 anos de carreira, Oswaldo Montenegro lança o CD e o DVD “Quebra Cabeça Elétrico”, faz o mesmo com o musical “Filhos do Brasil” (com sua recém-criada Cia Mulungo) e também estreia como diretor e roteirista de cinema na adaptação de “Léo e Bia”.
“Eu gosto do caos. É a minha única chance de não ir para o hospício”Oswaldo Montenegro, cantor e compositor
O filme, com forte apelo jovem, se desenvolve na década de 70 e aguarda apenas investimento para distribuição. É estrelado por Paloma Duarte, com quem Montenegro foi casado por seis anos e de quem está separado há seis meses – nutre por ela enorme admiração. Embora afirme que não é mais apaixonado. “É uma imensa alegria e honra conviver com um ser humano como ela”, diz ele. Problema sério, para o cantor, é estar de férias. “É insuportável. Faço outras coisas, como pintar a casa, para não me jogar pela janela”, diz Montenegro, que mora no 17º andar. Certa vez, ele chegou a mudar de identidade na tentativa de afastar o tédio. Cortou o cabelo, raspou a barba, se reinventou como Sérgio Antunes (um sociólogo) e mudou para o Espírito Santo. Desistiu três meses depois: “Vi que sendo outro eu continuava sendo eu mesmo. Então, voltei.” Apesar de lotar sua biografia com tantas estranhezas, Oswaldo Montenegro é tranquilo, não usa drogas e vive cercado de afeto. O diagnóstico médico, que poderia tê-lo aniquilado, é ignorado: “Não tenho vaidade por ser superdotado e nem complexo por ser retardado.” Vive sem agonia.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Artista Plástico Silvio Russo na pinacoteca do Estado de São Paulo
Encontrei a página da Pinacoteca do Estado de São Paulo que tem a obra do meu pai, doada em 1975. Todas as doações passam pelo crivo do Conselho de Orientação Artística (COA), comitê interno da Pinacoteca, composto por especialistas em artes plásticas, que avalia a incorporação da obra ao acervo. Acessem http://www.pinacoteca.org.br/ pinacoteca/ default.aspx?mn=153&c=acervo&le tra=S&cd=3304
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