quinta-feira, 28 de abril de 2011

domingo, 24 de abril de 2011

Oswaldo Montenegro - Vamos celebrar



Eu gosto de andar pela rua
bater papo, de lua e de amigo engraçado
Eu gosto do estilo do Zorro
o visual lá do morro e de abraço apertado
Eu gosto mais de bicho com asa
mais de ficar em casa e mais de tênis usado
Eu gosto do volume, do perfume
do ciúme, do desvelo e do cabelo enrolado
Eu gosto de artistas diversos
de crianças de berço e do som do atchim
Eu gosto de trem fora do trilho
de andar com meu filho e da cor do marfim
Tem gente, muita gente que eu gosto
que eu quase aposto que não gosta de mim
Eu gosto é de cantar
Vamos celebrar, celebrar, celebrar... Vamos celebrar
Vamos celebrar, celebrar, celebrar... Vamos celebrar
Eu gosto de artista circense
de astista que pense e de artista voraz
Eu gosto de olhar pra frente
de amar pra sempre o que fica pra trás
Eu gosto de quem sempre acredita
a violência é maldita e já foi longe demais
Eu gosto do repique do atabaque
do alambique badulaque do cachimbo da paz
Eu gosto de inventar melodia
da palavra poesia e de palavra com til
Eu gosto é de beijo na boca
de cantora bem rouca e de morar no Brasil
Eu gosto assim do canto do povo
e de tudo que é novo e do que a gente já viu
Eu gosto é de cantar
Vamos celebrar, celebrar, celebrar... Vamos celebrar
Vamos celebrar, celebrar, celebrar... Vamos celebrar
Eu gosto de atores que choram ali por nós
e namoram ali por nós na TV
Eu gosto assim de quem é eterno
de quem é moderno e de quem não quer ser
Eu gosto de varar madrugada
de quem conta piada e não consegue entender
Eu gosto da risada gargalhada
da beleza recriada pra que eu possa rever
Eu gosto de quem quer dar ajuda
e acredita que muda o que não anda legal
Eu gosto de quem grita no morro
que a alegria é socorro e que miséria é fatal
Eu gosto do começo do avesso
do tropeço do bebum que dança no carnaval
Eu gosto é de cantar
Vamos celebrar, celebrar, celebrar... Vamos celebrar
Vamos celebrar, celebrar, celebrar... Vamos celebrar
Eu gosto é de ver coisa rara
a verdade na cara é do que gosto mais
Eu gosto porque assim vale a pena
a nossa vida é pequena e tá guardada em cristais
Eu gosto é que Deus cante em tudo
e que não fique mudo morto em mil catedrais
Eu gosto é de cantar
Vamos celebrar, celebrar, celebrar... Vamos celebrar
Vamos celebrar, celebrar, celebrar... Vamos celebrar
Fernanda Russo

Amizade...

Fernanda Russo

sábado, 23 de abril de 2011

cálice

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue...
Como beber dessa bebida amarga;
Tragar a dor e engolir a labuta?
Mesmo calada a boca resta o peito.
Silêncio na cidade não se escuta.
De que me vale ser filho da santa?!
Melhor seria ser filho da outra;
Outra realidade menos morta;
Tanta mentira, tanta força bruta.
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue...
Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano.
Quero lançar um grito desumano,
Que é uma maneira de ser escutado.
Esse silêncio todo me atordoa...
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada, prá a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa.
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue...
De muito gorda a porca já não anda. (Cálice!)
De muito usada a faca já não corta.
Como é difícil, Pai, abrir a porta... (Cálice!)
Essa palavra presa na garganta...
Esse pileque homérico no mundo.
De que adianta ter boa vontade?
Mesmo calado o peito resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade.
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue...
Talvez o mundo não seja pequeno, (Cale-se!)
Nem seja a vida um fato consumado. (Cale-se!)
Quero inventar o meu próprio pecado. (Cale-se!)
Quero morrer do meu próprio veneno. (Pai! Cale-se!)
Quero perder de vez tua cabeça! (Cale-se!)
Minha cabeça perder teu juízo. (Cale-se!)
Quero cheirar fumaça de óleo diesel. (Cale-se!)
Me embriagar até que alguém me esqueça. (Cale-se!)
(Chico Buarque)

umas e outras


Poesia...

umas e outras, a set on Flickr.

Poesia...

Poesia... by Fernanda Russo
Poesia..., a photo by Fernanda Russo on Flickr.

mandala

Untitled by Fernanda Russo
Untitled, a photo by Fernanda Russo on Flickr.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Oswaldo Montenegro - Cigana

a voz da Tela


Voz
Mais leve que o tempo e mais
Que a bailarina pisando em cristais
Entre o orvalho e a manhã
Sóis dez mil picassos pintando a tela
A mãe da terra é a voz
Das paixões, dos heróis
Dos incêndios frios
Gás nossa palavra virou estrela
Brilho, espelho veloz
Da paixão que se prende à garganta
E canta e canta e vira
Voz dos homens que choram mais
Velha druída que cala e diz "paz"
Com olhos de cortesã
Faz de mil pedaços o amor inteiro
Prisioneiro e algoz
Nos porões, nas marés
Nos umbrais vazios
Traz a porta que abre o baú do tempo
Abre e zela por nós
Com a paixão que se prende à garganta
E canta e canta e vira voz

Poema de Ferreira Gullar - "Metade" na voz de Oswaldo Montenegro

Todo Mundo é lobo por dentro "Petulante"

Oswaldo Montenegro - Sem Mandamentos

eu e a Bahia

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Crônicas do Fogolino: O PODER DE MONALISA

Crônicas do Fogolino: O PODER DE MONALISA: "Mona Lisa (também conhecida como La Gioconda ou, em francês, La Joconde, ou ainda Mona Lisa del Giocondo), é a mais notável e conhecida obr..."

A espera de Clara...

Untitled by Fernanda Russo
Untitled, a photo by Fernanda Russo on Flickr.
Que delícia de barrigão!!

O céu

O céu vai tão longe está perto
o céu fica em cima do teto
o céu tem as quatro estações
escurece de noite, amanhece com o sol
O céu serve a todos
o céu ninguém pode pegar
o céu cobre a terra e a lua
entra dentro do quarto, rua do avião
Dentro do universo mora o céu
O céu pára-quedas e saltos
o céu vai do chão para o alto
o céu sem começo nem fim
para sempre serei seu fã
(Marisa Monte)
(Fotografia de Fernanda Russo)

intervenções fotográficas


olhar-tesérie "falta de identidade"série "falta de identidade"série "falta de identidade"série "falta de identidade"


1 = tantos




1 = tantos, a set on Flickr.